segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Musica, romance e olhares...

Eu adoro música, isso é uma verdade. Porém estou musical demais esses dias e até voltei a dormir ouvindo música. Talvez seja uma busca de equilibrar sentimentos e emoções esquecidas ou adormecidas.


Então fico pensando: será que estou ficando velha e reclamona? Porque, sinceramente, acho que estamos em um marasmo musical enorme!!!! E parece que nada mais fala ao coração e aos sentimentos. Tudo parece ficar na superficie do hoje e do agora. Músicas que falam do amor passageiro, do sexo casual e de (muita) melancólia.


E, ao falar de melancólia, lembro imediatamente dos poetas e autores do período do romantismo. O romance que prometia o eterno, o sublime e o platônico. E, neste momento, acho que estamos distante do romantismo, muito distante! Não existe mais namoro e somente sexo. Não é questão de ser moralista e sim de afinidade, descoberta e olhares.

Aí... paquerar, namorar! Maravilhoso é paquerar e se interessar por alguém. Poder se aproximar e conhecer um pouco e mais um pouco. E, ao conhecer, se encantar e querer conhecer mais, mais, mais e mais... Olhar nos olhos e descobrir que há um universo de afinidades e incongruências com as nossas opiniões e formas de viver a vida. Podemos conhecer alguém muito parecido e também muito diferente, e esse alguém poderar dizer e contar coisas INIMAGINÁVEIS!


Conhecer alguém é conhecer um outro universo de valores, ideais e pensamentos. Poder agregar novas concepções de mundo ou não. Descobrir que alguém aceita (ou concorda) com algo que te repugna! Como, por exemplo, ouvir que: "o capitalismo é algo maravilhoso!!!" (Arggggggggg!!!! Estou até arrepiada de terror). Não podemos esquecer que ao conhecer podemos nos decepcionar, pois nossas expectativas (e isso rendeu um bom papo com a Ju e podemos até escrever um texto à quatro mãos. Que tal?) e essas não foram correspondidas.

Contudo podemos nos surpreender e nos encantar. Encontrar alguém com universo íntimo que nos faz flutuar e voar!!! E quando isso acontece podemos nos apaixonar e querer viver... INTENSAMENTE!

Bem... a idéia era falar de música, não é mesmo? Acho que fugi um pouco, só um pouco(ahahahah) da idéia.
A questão é que a música é a expressão de sentimentos, desejos e vontades de homens e mulheres que tiveram a audácia de expor e se desnudar. A questão é: para onde tudo isso foi parar? O romantismo e o amor? O desejo de paquerar e conhecer?
Lembro de sentimentos e valores de uma vida que é imediata e que outro não faz diferença, somente o "eu". Por isso andamos nas ruas sem olhar nos olhos das pessoas e tememos qualquer um que se aproxime ou direcione o olhar.
Eu sugiro que possamos olhar para as pessoas nos olhos e dizer o que sentimos porque é legítimo dizer o que sentimos, porém que possamos respeitar pessoas, lugares e sentimentos. e que possamos optar pela vida saudável e honesta conosco e com os outros, todos os outros que vivam, pensem e amem!
Que possamos optar pelos sentimentos nas músicas, nas práticas sociais e nas atitudes cotidianas. Que optamos por nos encantar e encantar...

Priscila


terça-feira, 28 de agosto de 2007

As bandas antigas são melhores ou tenho preconceito???

Pensei muito em músicas, nestes dias. Pensei por inúmeras questões, mas uma das coisa que teve mais destaque foi o "Show do Capital Inicial".
Gosto do som dos caras, porém não sou fissurada. Fui a convite de uma nova amiga. E, para começar a noite, teve show de abertura da banda: Leela.
Uma banda nova com um som bom. Gostei dos arranjos, porém os elogios param por aqui. A banda não tem NADA demais, nada mesmo!
As músicas são hiper-melancólias e, para alguém um pouco mais distraído, pareceu CPM22, Dibob, Detonauta ou outra banda qualquer contemporânea. Fico a questionar: "Será nostalgia de uma mulher de trinta anos?"
As músicas parecem iguais e desanimadoras. De onde vem tanta tristeza e fatalismo? Se o mundo é tão ruim, para quê viver? O que nos prende aqui? E considero que depois dos Los Hermanos, parece que tudo ficou mais pálido e meio sem cor. Os Los Hermanos tem um som foda e umas letras interessantes, mas quanta depressão(!!!!). O mundo parece sem cor, nenhuma cor. E as bandas atualmente tem seguido este caminho. Não que a banda seja um "divisor de águas" e acho que é mais uma característica social que emerge das músicas.

E foi, questionando-me, que esperava o show do "Capital Incial". Os shows demoram e uma hora a minha cabeça viajou e tudo parecia não fazer sentido. Onde estava a musicalidade genial brasileira? Para onde foi o rock brazuca de melhor qualidade???
O show é anuciado e o Capital entra no palco. Então sou reavivada por músicas maravilhosas de ontem e de hoje. E o Dinho Ouro Preto cantava, ria, conversa e pulava. Pronto!
Estava feliz, isso é o rock brazuca que eu conheço e gosto.
Alguns podem dizer que não posso comparar, mas será mesmo? Não questiono a qualidade do som dessas bandinhas novas, do trabalho ou do esforço. Falo de algo além! Falo da ideologia e da mobilização das músicas que estão para além da mesmice e das babaquices.
Eu ouvi Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Cazuza, Plebe Rude, RPM, Lobão, Kid Abelha e Cássia Eller tantos outros. Eu ouvi música de qualidade. Essas bandas falam sobre o que?! Qual a ideologia? Qual o interesse? O que os motiva??????
Felizmente temos ainda Capital Inicial para lembrar-nos o que é um bom som!!! E isso só falando das bandas nacionais!
Priscila

Mulheres: incompreensíveis...


Estava no metrô e não resisti! Tive que fotografar, pois muitas foram as minhas indagações...

Metrô - Rio de Janeiro - RJ

As mulheres e coisas incompreensíveis! Eu pensei isso, pois sei que também sou incompreensíveis em inúmeros e os mais variados momentos! E lá estava o objeto do meu olhar e minhas indagações começaram:
  • Como estar com o pé machucado e ainda usar salto alto?
  • Será que não esta machucando o pé?
  • Ih... será que o salto não irá piorar o pé?

E pensei algo o que somente uma mulher pode entender: "ela precisava usar essa sandália hoje!". Isso não é algo racional, mas é assim que funciona. Não é uma questão de querer ou de combinar, e sim nais, muito mais! É precisar! Hoje era preciso usar aquela sandália e nada a mudaria de idéia. Tão pouco uma dorzinha no pé!

Loucura para muitos, e uma lógica perfeita para muitas (para não dizer: todas!) mulheres. E que sejamos assim sempre: incompreensível, incomparáveis e inesquecíveis!

Priscila

sábado, 25 de agosto de 2007

Caminhar e pensar...

Agora eu sou uma fotografa de plantão, pois finalmente comprei uma câmera digital. E no caminho para o trabalho vejo algo muito brasileiro...



Glória - Rio de Janeiro - RJ
... é impressionante! Porém a troca de um poste faz com que pessoas parem, conversem, comentem. e assistam. Simplesmente a troca de um poste.
A sociabilidade corriqueira de olhar a vida? Interessante..
Priscila

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Parpites de uma Juliana...

"Estive pensando o excesso
certamente me incomoda
sou de lua e nós de lua
conhecemos os extremos
conhecemos o oriente e o ocidente
a ilusão e o sonho
sabemos que o ser
mais é do que parece ser
e por isso as pessoas
não deveriam estar cegas
quero que o mundo se liberte
que as pessoas não se preocupem
em serem livres
pois a liberdade já está dentro delas
quero que a vida seja a morte do medo
e que o medo da morte não seja o viver
quero que as pessoas sejam diferentes
e que essas diferenças não oprimam ninguém
quero que as pessoas se sintam
quero que a abundancia conheça a miséria
quero que a depressão conheça a alegria
quero que o querer seja diferente e diverso
que minha opinião tenha opositores
e que eles não tenham vergonha de se opor
quero que a felicidade seja liberta
quero que a igualdade permita diferenças
e que o amor continue sendo só o amor."

Juliana Rangel