Novamente me deparo com um texto ou um ato que gostaria de ter feito, porém não fiz. Faltou coragem, simplesmente.
Acho que é assim...
Priscila
Strip-Tease
por Martha Medeiros
Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.
Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis.. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.
Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".
Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."
Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".
Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".
Por fim, a última peça caía, deixando-a nua"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".
E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.
Link: http://mais.uol.com.br/view/qgd90wma6gzo/striptease-martha-medeiros-04023268D0B90326?types=A&
terça-feira, 19 de maio de 2009
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Saudades...
Desculpe por escrever, assim meio que sem sentido ou objetivo, mas hoje a saudade apertou. A saudade parece que resurgiu e um sentimento palpitou no peito.
Sinto vontade de novamente olhar naqueles olhos e neles mergulhar. E só por mais uma vez, não talvez por duas vezes...
Tudo bem, três vezes poder naquele colo dormir e sonhar... Saudade, apenas saudade... Fico me questionando: é amor?
Sinto vontade de novamente olhar naqueles olhos e neles mergulhar. E só por mais uma vez, não talvez por duas vezes...
Tudo bem, três vezes poder naquele colo dormir e sonhar... Saudade, apenas saudade... Fico me questionando: é amor?
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Uma frase e inúmeras reflexões....
A felicidade de poder compartilhar idéias e sentimentos. E (re)encontrar amigos e reviver eternas esperanças.
Há duas semans me deparei com a frase de Friedrich Nietzsche, frase esta que me moveu para a alegria e contentamento, e ainda para uma eterna solidão e busca para saciar desejos, talvez, insaciáveis. A frase que movimentou a minha mente foi: "Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?".
E não apenas me deixei movimentar, como desejei movimentar todos que estavam ao meu redor. Creio que devemos nos indagar sobre a vida que levamos e desejamos viver.
Entre tantas possibilidades, recebi uma confissão: "Pri, quando li e comecei a pensar. Fechei a tela do e-mail e não quis continuar a pensar...".
Um querido amigo espírita, como eu, respondeu: "Não sei se vivo a vida que gostaria de ter por toda a eternidade, porque ainda estou no mergulho interior ao meu inconsciente, aonde jaz o meu self..."
E novas e inúmeras reflexões pairaram sobre a minha cabeça louca por questões e busca da felicidade.
Porém um amigo, no momento distante, de nossas conversas e discussões fraternas, questionou-me:
Interessante! Uma única frase e tantas emoções.
Como desejar a felicidade, neste mundo, de desigualdade e falta de solidariedade. Onde parece que estamos sozinhos e buscando ainda mais nos isolar. Em que crianças morrem por conta de policiais despreparados.
Acrescento despreparados e desejosos de viver "acima do bem e do mal". Nesta sociedade em que parece que os direitos são, meramente, desprezados e violados. Onde estamos a mercer de uma polícia incapaz e arrogante.
Os governantes e secretario de seguranaça, refiro-me do estado do Rio de Janeiro, que afirmou que a ação foi desastrosa, porém isolada. Isolada??? Realmente isolada?!
Posso inumerar algumas ações desastrosas, como:
- A Chacina da candelária;
- A Chacina de vigário geral;
- A morte da Isabela no metrô;
- O caso do ônibus 174 em que o policial mata a professora Geisa e que os policiais MATAM, o Sandro asfixiado;
Isso apenas para destacar aqueles de repercussão nacional e internacional. Estamos, aqui, nos debruçando sobre a questão da polícia. A polícia que deveria nos proteger, porém que parte para o confronto.
Estamos falando de pessoas que foram mortas porque os direitos são sobrepuljados. E ainda falando de direitos humanos, direito este de viver dignamente. Falo sobre vida "e vida em abundância"*.
A vida deve ser preservada e vida de todo ser vivo! Devemos ter o direito de viver e viver o melhor que pudermos. E, aquele que optar estar a par e em transgressão a sociedade, que haja o direito de viver recluso. E não ser assassinado.
A função da polícia deve ser de promover a paz e não a guerra. Então não pode atirar primeiro e questionar depois. Nem no asfalto ou na favela, no bairro chique ou na periferia, com o rico e com o pobre, com mulher ou homem, velho ou criança, branco ou negro.
Segundo a contituição somos TODOS iguais perante ao estado.
E sabe qual a vida que quero viver pela eternidade?
Em que pessoas são respeitadas por serem pessoas. Que a vida seja abundante e que tenhamos vida, amor e alegria. Que haja habitação e comida para todos, e que não mais precise ver uma criança com frio ou um idoso sem um teto.
Não quero ver, ao ligar a tv, que um idoso foi espanando pela enfermeira ou pelo filho/a. E que um pai, mãe, madrastada e padrasto jogou uma criança pela janela. Que uma criança brincando com a arma, que achou em casa, matou um irmão/a ou amigo/a.
Quero ver o mundo mais humano e solidário. E que as pessoas se cumprimentem, pois há amor em viver.
Que a vida seja amorosa para todos...
Hoje busco a vida que quero viver para eternidade e assim me libertar do sofrimento, não meu, mas de todos. E que a vida seja digna... e repleta de vida!
Priscila Chagas
Há duas semans me deparei com a frase de Friedrich Nietzsche, frase esta que me moveu para a alegria e contentamento, e ainda para uma eterna solidão e busca para saciar desejos, talvez, insaciáveis. A frase que movimentou a minha mente foi: "Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?".
E não apenas me deixei movimentar, como desejei movimentar todos que estavam ao meu redor. Creio que devemos nos indagar sobre a vida que levamos e desejamos viver.
Entre tantas possibilidades, recebi uma confissão: "Pri, quando li e comecei a pensar. Fechei a tela do e-mail e não quis continuar a pensar...".
Um querido amigo espírita, como eu, respondeu: "Não sei se vivo a vida que gostaria de ter por toda a eternidade, porque ainda estou no mergulho interior ao meu inconsciente, aonde jaz o meu self..."
E novas e inúmeras reflexões pairaram sobre a minha cabeça louca por questões e busca da felicidade.
Porém um amigo, no momento distante, de nossas conversas e discussões fraternas, questionou-me:
"Priiiiiiiiiiiiiiiiii...(hehehehe) interessante a frase, porém, eu perguntaria o seguinte:"Serei feliz vivendo a vida que quero viver por toda a eternidade?", porque por mais que nós queremos viver essa vida, será que vamos nos realizar, e nos libertar? bjs!!!"
Interessante! Uma única frase e tantas emoções.
Como desejar a felicidade, neste mundo, de desigualdade e falta de solidariedade. Onde parece que estamos sozinhos e buscando ainda mais nos isolar. Em que crianças morrem por conta de policiais despreparados.
Acrescento despreparados e desejosos de viver "acima do bem e do mal". Nesta sociedade em que parece que os direitos são, meramente, desprezados e violados. Onde estamos a mercer de uma polícia incapaz e arrogante.
Os governantes e secretario de seguranaça, refiro-me do estado do Rio de Janeiro, que afirmou que a ação foi desastrosa, porém isolada. Isolada??? Realmente isolada?!
Posso inumerar algumas ações desastrosas, como:
- A Chacina da candelária;
- A Chacina de vigário geral;
- A morte da Isabela no metrô;
- O caso do ônibus 174 em que o policial mata a professora Geisa e que os policiais MATAM, o Sandro asfixiado;
Isso apenas para destacar aqueles de repercussão nacional e internacional. Estamos, aqui, nos debruçando sobre a questão da polícia. A polícia que deveria nos proteger, porém que parte para o confronto.
Estamos falando de pessoas que foram mortas porque os direitos são sobrepuljados. E ainda falando de direitos humanos, direito este de viver dignamente. Falo sobre vida "e vida em abundância"*.
A vida deve ser preservada e vida de todo ser vivo! Devemos ter o direito de viver e viver o melhor que pudermos. E, aquele que optar estar a par e em transgressão a sociedade, que haja o direito de viver recluso. E não ser assassinado.
A função da polícia deve ser de promover a paz e não a guerra. Então não pode atirar primeiro e questionar depois. Nem no asfalto ou na favela, no bairro chique ou na periferia, com o rico e com o pobre, com mulher ou homem, velho ou criança, branco ou negro.
Segundo a contituição somos TODOS iguais perante ao estado.
E sabe qual a vida que quero viver pela eternidade?
Em que pessoas são respeitadas por serem pessoas. Que a vida seja abundante e que tenhamos vida, amor e alegria. Que haja habitação e comida para todos, e que não mais precise ver uma criança com frio ou um idoso sem um teto.
Não quero ver, ao ligar a tv, que um idoso foi espanando pela enfermeira ou pelo filho/a. E que um pai, mãe, madrastada e padrasto jogou uma criança pela janela. Que uma criança brincando com a arma, que achou em casa, matou um irmão/a ou amigo/a.
Quero ver o mundo mais humano e solidário. E que as pessoas se cumprimentem, pois há amor em viver.
Que a vida seja amorosa para todos...
Hoje busco a vida que quero viver para eternidade e assim me libertar do sofrimento, não meu, mas de todos. E que a vida seja digna... e repleta de vida!
Priscila Chagas
segunda-feira, 23 de junho de 2008
"Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?"
Ontem, ao deixar um recado no orkut para uma amiga, li a seguinte frase:
"Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?"
(Friedrich Nietzsche)
A primeira vista, gostei! Porém logo um incomodo surgiu e fiquei pensado na minha vida. A minha vida é feliz. Estou cerca de tesouros imperecíveis e que são frutos de 31 anos de existência, de vida. Porém existem experiências ainda não vividas e história ainda não resolvidas. E aí penso: "Vivo hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?"
Já tenho a minha resposta e você?
beijos em todas e todos!
Priscila
segunda-feira, 24 de março de 2008
Babel
Ontem, finalmente, consegui assistir ao filme "Babel". E digo felizmente porque busquei nos últimos dois meses assistir ao filme. E foi difícil conciliar o horário do filme e as minhas (muitas) atividades de final de semana.A "Semana Santa" foi dedicada à mim - ou seja: fazer nada e nada fazer! Simplesmente busquei ficar em casa e ver tv. Um simples prazer da vida...
Foi então que buquei o horário do filme e o assisti.
O que dizer do filme?
O filme "Babel" é o terceiro filme de narrativas do Alejandro González Iñárritu ("Amores Brutos" e "21 gramas" anteriores) em que as 4 narrativas são contadas de forma que se entrelaçam. O filme não tem uma seqüencia cronológica que estamos acostumados. As histórias pessoais e particulares acabam interferindo e afetando outras histórias.
A história dos meninos marroquinos afetam diretamente a história de duas crianças norte americanas (Mike e Debbie). E essas histórias se chocam com a adolescente japonesa e seu drama pessoal, familiar.
As histórias se entrelaçam, porém as formas de vidas são antagônicas, dispares e inquietantes. A angústia nos atormenta, ao fim e ao cabo, pela história de vidas e ainda mais pelas histórias de violações vividas por seres humanos.
Os meninos marroquinos vivem isolados, desejam e sonham como qualquer pré-adolescente. Os desejos e alibidos, confrantados com o desejo de ser querido e amado, estão presentes como em qualquer jovem. Porém onde e como vivem? Quais as perspectivas? Quais as alternativas e escolhas daquela individualidade?
Aqui assumo meu olhar etnocentrico e meu grito, no peito, para aqueles dois jovens estivessem na escola e não cuidando das cabras da família. A minha angústia era para que ali tivesse uma escolha, uma bendita escolha... A escolha ali se dará, ao meu ver, pelo rompimento de um estilo de vida.
Imediatamente penso na turista que acidentalmente é atingida por uma bala. A vida daquela mulher é atingida e não pela bala, mas por seu drama de vida... A viagem ao Marrosco é uma fuga, uma oportunidade de olhar a vida e ter novas escolhas. Talvez olhar a vida que não quero ter e viver. Ver aquela vida ordinária e agradecer pela vida que se tem. E que vida é essa?
Não falo de emprego, casa prória, carro(s) e empregos. Digo de dignidade, de direitos efetivos e a vida que se opta, que se pode optar. O confronto dos meninos marroquinos, que iniciam a vida, em relação a mulher que já vivia a sua vida e que pode ter um recomeço e inúmeros recomeços....
... mas a vida pode parecer ser sentindo, apesar de tantas escolhas que se pode fazer, frente a vida do pequeno filho (Sammuel) que foi perdida em seus braços.
As histórias e dramas pessoais frente aos conflitos de polícias que agridem e desrespeitam se apresentam assim da lei e da ordem. Ou sendo "a lei e a ordem". A lei é para quem? Não vamos nos enganar pensando (e respondendo) que a lei é para todos. Afinal vivemos (e assistimos) diariamente pessoas violações de direitos e vidas que são simplesmente usurpadas o direito de viver...
O grito, neste instante, volta em meu peito! A questão de nossas vidas são as escolhas... O quê e como vivemos viver. E será que o Estado (brasileiro, norte-americano, marroquinho, etc etc etc) concede à todos os seus cidadãos o direito de fazer escolhas? Será que todos temos as mesmas opções?!?!?!?
Será que é inocência minha?!?!?! Será que o desejo de viver em um mundo justo é irreal? O que podemos... O que se pode fazer para que todos UNIVERSALMENTE possamos viver dignamente???
As respostas soam de forma tão simples para mim e possível...
O homem é sujeito histórico e não falo simplesmente da história pessoal, individual, e sim da história da nação, das nações, da humanidade.
Como pode haver uma felicidade real em meio a tantas injustiças??
Priscila Chagas
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