segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Música e emoção...

Querid@s,


Estou com saudades de escrever, porém falta me tempo e dedicação. Estou com duas crônicas em mente uma sobre o "Tropa de Elite" e outra sobre violência. Não vou unir as duas crônicas... enfim! Por ora, uma música que ontem me deixou nas nuvens...






Roupa Nova - A viagem Cleberson Horsth-Aldir Blanc



Há tanto tempo que eu deixei você,
Fui chorando de saudade.
Mesmo longe não me conformei. Pode crer...
Eu viajei contra vontade.
O teu amor chamou e eu regressei.
Todo amor é infinito.
Noite e dia no meu coração.
Trouxe a luz no nosso instante mais bonito.
Na escuridão o teu olhar me iluminava
E minha estrela-guia era o teu riso
Coisas do passado
são alegres quando lembram
novamente as pessoas que se amam
Em cada solidão vencida eu desejava
o reecontro com teu corpo abrigo
Ah minha adorada
viajei tantos espaços
pra você caber assim no meu abraço
Te amo...
Há tanto tempo que eu deixei você,
fui chorando de saudade...
Na escuridão o teu olhar me iluminava
E minha estrela-guia era o teu riso
Coisas do passado
são alegres quando lembram
novamente as pessoas que se amam
Em cada solidão vencida eu desejava
o reecontro com teu corpo abrigo
Ah minha adorada
viajei tantos espaços
pra você caber assim no meu abraço
Ah minha adorada
viajei tantos espaços
pra você caber assim no meu abraço;
Te amo...
Te amo...

Nada melhor que estar apaixonada...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Musica, romance e olhares...

Eu adoro música, isso é uma verdade. Porém estou musical demais esses dias e até voltei a dormir ouvindo música. Talvez seja uma busca de equilibrar sentimentos e emoções esquecidas ou adormecidas.


Então fico pensando: será que estou ficando velha e reclamona? Porque, sinceramente, acho que estamos em um marasmo musical enorme!!!! E parece que nada mais fala ao coração e aos sentimentos. Tudo parece ficar na superficie do hoje e do agora. Músicas que falam do amor passageiro, do sexo casual e de (muita) melancólia.


E, ao falar de melancólia, lembro imediatamente dos poetas e autores do período do romantismo. O romance que prometia o eterno, o sublime e o platônico. E, neste momento, acho que estamos distante do romantismo, muito distante! Não existe mais namoro e somente sexo. Não é questão de ser moralista e sim de afinidade, descoberta e olhares.

Aí... paquerar, namorar! Maravilhoso é paquerar e se interessar por alguém. Poder se aproximar e conhecer um pouco e mais um pouco. E, ao conhecer, se encantar e querer conhecer mais, mais, mais e mais... Olhar nos olhos e descobrir que há um universo de afinidades e incongruências com as nossas opiniões e formas de viver a vida. Podemos conhecer alguém muito parecido e também muito diferente, e esse alguém poderar dizer e contar coisas INIMAGINÁVEIS!


Conhecer alguém é conhecer um outro universo de valores, ideais e pensamentos. Poder agregar novas concepções de mundo ou não. Descobrir que alguém aceita (ou concorda) com algo que te repugna! Como, por exemplo, ouvir que: "o capitalismo é algo maravilhoso!!!" (Arggggggggg!!!! Estou até arrepiada de terror). Não podemos esquecer que ao conhecer podemos nos decepcionar, pois nossas expectativas (e isso rendeu um bom papo com a Ju e podemos até escrever um texto à quatro mãos. Que tal?) e essas não foram correspondidas.

Contudo podemos nos surpreender e nos encantar. Encontrar alguém com universo íntimo que nos faz flutuar e voar!!! E quando isso acontece podemos nos apaixonar e querer viver... INTENSAMENTE!

Bem... a idéia era falar de música, não é mesmo? Acho que fugi um pouco, só um pouco(ahahahah) da idéia.
A questão é que a música é a expressão de sentimentos, desejos e vontades de homens e mulheres que tiveram a audácia de expor e se desnudar. A questão é: para onde tudo isso foi parar? O romantismo e o amor? O desejo de paquerar e conhecer?
Lembro de sentimentos e valores de uma vida que é imediata e que outro não faz diferença, somente o "eu". Por isso andamos nas ruas sem olhar nos olhos das pessoas e tememos qualquer um que se aproxime ou direcione o olhar.
Eu sugiro que possamos olhar para as pessoas nos olhos e dizer o que sentimos porque é legítimo dizer o que sentimos, porém que possamos respeitar pessoas, lugares e sentimentos. e que possamos optar pela vida saudável e honesta conosco e com os outros, todos os outros que vivam, pensem e amem!
Que possamos optar pelos sentimentos nas músicas, nas práticas sociais e nas atitudes cotidianas. Que optamos por nos encantar e encantar...

Priscila


terça-feira, 28 de agosto de 2007

As bandas antigas são melhores ou tenho preconceito???

Pensei muito em músicas, nestes dias. Pensei por inúmeras questões, mas uma das coisa que teve mais destaque foi o "Show do Capital Inicial".
Gosto do som dos caras, porém não sou fissurada. Fui a convite de uma nova amiga. E, para começar a noite, teve show de abertura da banda: Leela.
Uma banda nova com um som bom. Gostei dos arranjos, porém os elogios param por aqui. A banda não tem NADA demais, nada mesmo!
As músicas são hiper-melancólias e, para alguém um pouco mais distraído, pareceu CPM22, Dibob, Detonauta ou outra banda qualquer contemporânea. Fico a questionar: "Será nostalgia de uma mulher de trinta anos?"
As músicas parecem iguais e desanimadoras. De onde vem tanta tristeza e fatalismo? Se o mundo é tão ruim, para quê viver? O que nos prende aqui? E considero que depois dos Los Hermanos, parece que tudo ficou mais pálido e meio sem cor. Os Los Hermanos tem um som foda e umas letras interessantes, mas quanta depressão(!!!!). O mundo parece sem cor, nenhuma cor. E as bandas atualmente tem seguido este caminho. Não que a banda seja um "divisor de águas" e acho que é mais uma característica social que emerge das músicas.

E foi, questionando-me, que esperava o show do "Capital Incial". Os shows demoram e uma hora a minha cabeça viajou e tudo parecia não fazer sentido. Onde estava a musicalidade genial brasileira? Para onde foi o rock brazuca de melhor qualidade???
O show é anuciado e o Capital entra no palco. Então sou reavivada por músicas maravilhosas de ontem e de hoje. E o Dinho Ouro Preto cantava, ria, conversa e pulava. Pronto!
Estava feliz, isso é o rock brazuca que eu conheço e gosto.
Alguns podem dizer que não posso comparar, mas será mesmo? Não questiono a qualidade do som dessas bandinhas novas, do trabalho ou do esforço. Falo de algo além! Falo da ideologia e da mobilização das músicas que estão para além da mesmice e das babaquices.
Eu ouvi Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Cazuza, Plebe Rude, RPM, Lobão, Kid Abelha e Cássia Eller tantos outros. Eu ouvi música de qualidade. Essas bandas falam sobre o que?! Qual a ideologia? Qual o interesse? O que os motiva??????
Felizmente temos ainda Capital Inicial para lembrar-nos o que é um bom som!!! E isso só falando das bandas nacionais!
Priscila

Mulheres: incompreensíveis...


Estava no metrô e não resisti! Tive que fotografar, pois muitas foram as minhas indagações...

Metrô - Rio de Janeiro - RJ

As mulheres e coisas incompreensíveis! Eu pensei isso, pois sei que também sou incompreensíveis em inúmeros e os mais variados momentos! E lá estava o objeto do meu olhar e minhas indagações começaram:
  • Como estar com o pé machucado e ainda usar salto alto?
  • Será que não esta machucando o pé?
  • Ih... será que o salto não irá piorar o pé?

E pensei algo o que somente uma mulher pode entender: "ela precisava usar essa sandália hoje!". Isso não é algo racional, mas é assim que funciona. Não é uma questão de querer ou de combinar, e sim nais, muito mais! É precisar! Hoje era preciso usar aquela sandália e nada a mudaria de idéia. Tão pouco uma dorzinha no pé!

Loucura para muitos, e uma lógica perfeita para muitas (para não dizer: todas!) mulheres. E que sejamos assim sempre: incompreensível, incomparáveis e inesquecíveis!

Priscila

sábado, 25 de agosto de 2007

Caminhar e pensar...

Agora eu sou uma fotografa de plantão, pois finalmente comprei uma câmera digital. E no caminho para o trabalho vejo algo muito brasileiro...



Glória - Rio de Janeiro - RJ
... é impressionante! Porém a troca de um poste faz com que pessoas parem, conversem, comentem. e assistam. Simplesmente a troca de um poste.
A sociabilidade corriqueira de olhar a vida? Interessante..
Priscila